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Ficha Técnica
 
Apresentação do Projecto  

I - CALDAS COMPETITIVA é o nome de um projecto de organização em rede das “forças vivas” do concelho de Caldas da Rainha, tendo em vista promover a INOVAÇÃO, a COMPETITIVIDADE e a INTERNACIONALIZAÇÃO da região do Oeste.

I - O Projecto CALDAS COMPETITIVA faz parte integrante de uma iniciativa estratégica mais vasta – a criação do Pólo Regional de Inovação e Competitividade (PRIC) de Caldas-Alcobaça-Torres Vedras -, com a qual se pretende apostar na valorização competitiva do sub-sistema urbano compreendido por aquelas 3 cidades, o qual constitui a “espinha dorsal” da região do Oeste.


II - Nos últimos 10 anos, os municípios do Oeste têm procurado implementar uma estratégia de desenvolvimento que visa transformar este território num verdadeiro interface entre a Região Centro e a Região Metropolitana de Lisboa – um território capaz de acrescentar valor estratégico a estes dois grandes territórios e não apenas um território “de passagem” ou “de tampão entre eles.

II - Esta estratégia assenta numa visão clara sobre os pontos fortes e fracos e sobre as ameaças e oportunidades que se deparam, nos planos nacional e internacional, ao desenvolvimento sustentável do território do Oeste.


III - PONTOS FORTES

    Dimensão económica. Posicionamento geográfico central da sub-região do Oeste, situada no cruzamento das grandes vias de comunicação que ligam o Norte ao Sul do País e, sobretudo, a Região Centro à Região Metropolitana de Lisboa.
    Posições significativa em alguns sectores da economia nacional, tais como : - a agro-pecuária, pesca e indústrias alimentares associadas ; - as indústrias do habitat e construção; - os serviços de saúde e termalismo; - o “touring” e o turismo residencial; - os serviços de logística.
  • Dimensão institucional. A Associação de Municípios do Oeste (AMO) e outras instituições do Oeste têm vindo a revelar grande dinamismo, ao longo dos últimos 10 anos, na luta pela valorização económica e social da região. Neste ponto, o Oeste distingue-se claramente de outras regiões do país com características similares.
  • Dimensão social. Indicadores sociais próximos das médias nacionais, com alguma vantagem em termos de taxas de desemprego. Esta vantagem é mais significativa quando comparada com a situação da Região de Lisboa.

III - OPORTUNIDADES

  • Dimensão económica. A entrada em vigor do Plano Tecnológico e do QREN, bem como a tomada da decisão final sobre a localização do novo AIL, que se prevê para Janeiro próximo, vieram criar novas oportunidades para o desenvolvimento da região.
    A localização do novo AIL na Ota poderá ser um dos 2 ou 3 “projectos-âncora” de que a região necessita para acelerar o seu desenvolvimento. No entanto, caso a escolha do Governo venha a privilegiar outra alternativa, a região tem outras possibilidades ao seu alcance, tais como a criação de um grande parque temático do tipo “Eurodisney”, assente nas suas valências em matéria de “touring” e turismo residencial, a qual chegou a ser considerada no âmbito do P.E.D.R.O.;
  • Dimensão institucional. A elaboração recente de novos documentos estratégicos para o desenvolvimento do território do Oeste vieram potenciar o já elevado dinamismo institucional da região.
    Este dinamismo sai reforçado com iniciativas, como o Projecto CALDAS COMPETITIVA e o próprio PRIC de Caldas-Alcobaça-Torres Vedras, que visam mobilizar e organizar em rede as “forças vivas” das principais cidades da região do Oeste.

III - PONTOS FRACOS

  • Dimensão económica. A estrutura económica da região assenta num grande número de microempresas e PMEs (70% de empresas com menos de 20 trabalhadores), que trabalham em sectores tradicionais da indústria e dos serviços e utilizando processos tecnológicos pouco inovadores. Os níveis de qualificação dos quadros médios e superiores são relativamente baixos.
  • Dimensão social. Permanecem os défices sociais relativos ao envelhecimento e ao nível de educação da população. Os jovens mais qualificados continuam a não se fixar na região. Os indicadores sobre o nível de educação da população, em geral, são mais baixos que as médias nacionais.
  • Dimensão ambiental. Os passivos ambientais relacionados com os resíduos das explorações agro-pecuárias e com a falta de ordenamento da orla costeira, constituem uma fraqueza antiga da região do Oeste. Com alguma lentidão e dificuldade, têm vindo a ser realizados os investimentos públicos e privados necessários para vir a superar esta situação, nos próximos anos.

III - AMEAÇAS

  • Dimensão económica. O Oeste continuará a ser um região descaracterizada e “de passagem” se, nos próximos anos, não forem lançados alguns “projectos âncora” capazes de induzir saltos qualitativos na sua estrutura económica e nos níveis de qualificação dos seus quadros.
  • Dimensão ambiental. A não resolução, a breve trecho, dos passivos ambientais antigos constitui uma ameaça séria para as potencialidades de desenvolvimento da região.

 

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